segunda-feira, 24 de março de 2008

Previsível...

Sou tão previsível... tão "livro aberto" que as pessoas não precisam de muito tempo pra decorarem as minhas "regras" e adivinharem tudo que eu falo, faço, penso...
E as vezes não gosto disso... me sinto muito fraca sendo assim... e me sinto pior ainda porque eu não saco as pessoas tão rápido assim... eu custo muito tempo a pegar as manhas das pessoas... e as vezes, quando eu acho que entendi a pessoa, faz-se uma reviravolta que me confundo toda e perco as referências, começando da estaca zero de novo...
As vezes... parece que as pessoas não captam a seriedade que falo determinadas coisas... que falo com sentimentos... parece até que estou falando qualquer outra coisa...
Não sei a palavra certa... as acho que as vezes as pessoas não me levam a sério...
Já perdi amizades com o meu jeito...
Tenho medo de perder mais pessoas com o meu jeito... aquele meu jeito que não muda, sabe? Ou a pessoa me entende, ou sai fora...
Quer dizer...
Meu jeito "mal", triste... é péssimo... é maçante... enche realmente o saco... até a mim... mas, pouquíssimas pessoas sacaram esse meu outro lado e entendem que não faço determinadas coisas por mal... não é a toa que perdi muitas amizades...
Já tô sentindo que estou começando a ficar distantes dos meus amigos...
Só quero que entendam que não é por mal que faço isso... eu sei que faço esse movimento, mas é meio que contra a minha vontade... tô um pouco mal... apenas isso...
Nada relacionado a amores e gêneros (menos mal)... são coisas minhas mesmo, somente minhas... que ninguém iria entender... também, é pedir demais que as pessoas me entendam... sou complicada demais pra ser entendida...
Acho que nunca serei feliz, porque quero que as pessoas me compreendam... não precisa ser o mundo inteiro... só os que eu tenho consideração...
Mas eu também não sou uma pessoa que compreende muito bem as pessoas... sou meio cabeça-dura... até meio antiquadra (sei lá como escreve)...
As vezes acho que quero conversar sobre papos-cabeças, ou coisas muito sérias, e as pessoas não tem paciência pra conversar essas coisas, ainda mais comigo que falo pra caramba e, quando me empolgo não tem fim...
Fico pensando comigo mesma... acho que conviver comigo mesma é realmente uma merda... as vezes estou muito boa, legal... e do nada me distancio de tudo e todos... e sempre fica nesse ciclo vicioso... quem ia querer viver com uma pessoa assim??? Acho que nem eu queria...
Sou muito dependente dos outros... até pra me fazer pensar nas coisas, preciso que os outros falem ou me cutuquem...

*três horas depois

Depois eu escrevo... já me desinspirei...

Ouvindo: barulhos... apenas barulhos...

sábado, 22 de março de 2008

Vomitório!

Lembrar de todas as coisas ruins que já pensei, fiz, aconteceu...

1) Troquei quase que totalmente os horários... tô indo dormir bem depois de amanhecer e acordo algumas poucas horas antes de ir pra faculdade...

2) Eu já tô querendo postar há tempos e sempre esquecia... de um pesadelo que tive quando a Camila tava aqui em casa... dormi no mesmo quarto que ela tava dormindo, mas eu tava dormindo no chão, no colchão que tirei do meu quarto, e ela dormindo na cama. Pra mim, aquilo foi real, pois estava no quarto mesmo, tudo no mesmo lugar onde realmente estavam as coisas, incluindo a Camila dormindo do mesmo jeito como estava de fato. Senti um ventinho perto da minha cabeça e chegando no meu pescoço, e eu achando que era a Camila, e senti que ia chegar ao meu rosto. Quando chegou era uma outra pessoa totalmente diferente, e não vi o seu rosto porque os cabelos não me deixavam ver. Me desesperei e fiz um esforço enorme pra gritar pela Camila, mas não saia voz nenhuma, tentando gritar mais forte e alto, mas nada saia. A "entidade" ficou descendo até chegar na minha barriga, se virar toda, fazendo com que a cabeça dela alinhasse com a minha, e de repente, ela ficou abrindo a minha boca, encostou a dela na minha e ficou meio que sugando a minha alma. Depois de sugar tudo, ela entrou em mim! Foi horrível na hora! Quando ela terminou a transição que eu consegui acordar! Acordei a Camila (coitada, assustei ela) e pedi pra ela dormir junto comigo. Até agora fico pensando se alguma alma realmente se incorporou em mim, e eu achava essas coisas uma puta besteira, mas agora vejo isso com outros olhos.

3) Mal começou as aulas e já tem um monte de coisas pra fazer... e pra foder ainda mais a minha vida, esse semestre tenho que começar com o TCC, e dois trabalhos de interdisciplinares: fazer um programa de tv, e uma sitcom ou dramaturgia pra tv. É tanta coisa, mas tanta coisa que já tô começando a ficar pirada, estressada antecipadamente, e o pior, nem comecei a fazer porra nenhuma. Só fiz umas pesquisas muito ralé. É a minha maldita merda de não querer responsabilidades pro meu lado, e quando tenho muitas, mas muitas responsabilidades, eu simplesmente travo e não consigo mais pensar em porra nenhuma, e se tornar um peso morto pros outros. Sou uma merda mesmo!

4) Na última sessão com a psicóloga, ela falou que talvez eu esteja querendo entrar em depressão novamente, e citou até no homeopata que eu fui uma vez, quando eu estava bem mal. Na hora, não acreditei nisso, falando que não estava mal. Mas agora, pensando melhor, acho que tô querendo ficar mesmo, pior momento pra eu estar assim! Não tô mais com saco pra sair toda hora, perdi interesse em tudo, não estou com saco pra me empenhar na faculdade, não tô fazendo porra nenhuma, não consigo me concentrar, não consigo pensar direito, simplesmente perdi vontade de fazer qualquer coisa. Meu... que merda! Pior que não posso ficar assim, com tantas coisas que preciso fazer na faculdade. Já faltei pra caramba, já deixei o meu grupo na mão, já tô quase estourando de falta numa matéria. Que vontade de chorar ou de me socar pra valer, pra ver se eu acordo! Voltei a ouvir tudo que eu costumava ouvi quando estava mal, mas tudo mesmo! Desenterrei Cranberries, Coldplay, Lacrimas Profundere, Flowing Tears, até aquelas malditas músicas japonesas. Ai ai...

5) Por que eu não sei distingüir na hora se estou falando merda ou não? Ou eu não falo nada, ou eu falo demais! Alguém me ensine o meio termo, por favor! A psicóloga fala muito também que eu não sei fazer o meio termo dos meus gastos e castigos impostos para mim por mim mesma. Que merda!

6) Outra da psicóloga: eu não sei organizar meu tempo e dinheiro (era dinheiro mesmo? agora esqueci!). Principalmente o tempo... faço tudo em cima da hora ou perço as coisas. Que merda, que merda, que merda!

7) Saudades... sinto muita falta da Camila. Agora sim, tô começando a me fuder legal com isso. Mas, por enquanto, tô conseguindo me controlar com telefone e celular, pelo menos. Óbvio, sem dinheiro... dá pra comprar o quê? NADA!

8) Já são seis da manhã... já tá amanhecendo... e vou ter que acordar meio "cedo"... fazer maquete de cenário... Socorro! Não sei fazer maquete!

9) Por que as pessoas não entendem que, só porque não demonstro, não significa que eu não sinta, pense em algo? Eis minha grande dúvida: quem se deve corrigir? As pessoas ou eu? Agora tô sendo bem egoísta... queria que o problema fosse das pessoas, não meu... porque estou cansada de me mudar (ainda estou, depois de já ter terminado aquele martírio há meses)!

10) Meu... o que que a Ceres quer comigo agora??? Me acha no orkut com a "inocente" frase: let's be friends. Cai fora meu! Quero que ela se foda!

11) Depois desse caso "Ceres" que vejo o quão rancorosa sou... isso é bom ou ruim? As vezes me pergunto se tenho sabedoria suficiente pra ser rancorosa com as pessoas que mereçam de fato isso.

12) Me sinto velha, uma idosa mesmo, pelo seguntes fatores: muitos cabelos brancos para a minha idade; parece que eu não tenho disposição pra porra nenhuma; não consigo comer MUITO como antigamente; só reclamo e reclamo pra caralho, e pra piorar só falo e fazer que é bom, nada; vivo voltando ao tempo, parecendo um livro de história; e outros das quais não lembro no momento.

13) Outra grande dúvida de minha pessoa: será que eu sou a incompreensiva ou as pessoas que não me entendem? Acho que devo ter algum trauma com essa história de me entenderem e/ou acreditarem nas coisas que eu falo. Isso é uma coisa que me pergunto insistentemente.

14) Eu só quero apenas "X" coisas: paz; felicidade; um cantinho MEU, e não dormir na casa dos meus pais como acontece atualmente; muito dinheiro pra não ter que trabalhar e dar esse luxo pra quem decidir querer viver ao meu lado (com isso eu nem conto, apenas sonho de vez em quando); ser alguém na vida afora; ser alguém na vida de alguma pessoa; queria que alguém enxergasse que sou "gente", e não uma criança (outra coisa pertinente nos meus argumentos, por que será?)... tem mais coisas, mas não lembro no momento. Enfim... está na lista do vomitório porque não creio que vou conseguir metade disso, e com isso me sinto pior que já estou.

15) Camila me falou uma coisa que me deixou bastante triste comigo mesma... não lembro exatamente como ela falou, mas foi mais ou menos isso: "você deveria me conquistar, em vez de eu sempre correr atrás de você". Ia botar culpa na minha suposta depressão, mas como falei, é apenas "suposta", nada confirmado... eu gosto muito dela, amo-a demais... mas admito, não estou fazendo esse movimento de "conquistá-la", e isso me deixa muito mal. Eu só não sei explicar como e o por quê... eu tenho muita vontade de conquistá-la mesmo, de fazer algo que a surpreenda, ou falar algo que a impressione, mas tô muito "mucha" (se é que esse adjetivo existe e se é compreensível). Quero demonstrar pra ela o quanto amo ela, o quanto ela significa pra mim, mas, além de não saber fazer, de não saber como demonstrar, tô "mucha". Acho que tô mal mesmo. E eu não queria estar assim, não mesmo!

16) Vontade constante de me afundar mais e mais... vontades... horas de chorar, horas de me auto-mutilar, horas de mandar todo mundo se foder, horas de sumir na face da Terra, horas de não existir nem um pedaço da minha pobre e estúpida alma, horas de estar sofrendo que nem uma condenada pra "pagar os meus pecados"... enfim... chega de descrições!

Ouvindo: Lacrimas Profundere - Morning... Grey

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sentir na pele o que se faz pros outros!

Três coisas que me aconteceram hoje que fiquei, de uma certa forma, impressionada...

1) Eu... toda feliz (de uma certa forma), empolgadérrima por ter ido no Mercado Mundo Mix e ter extrapolado (de novo), comprando um monte de roupas pra mim e tal... depois recebo mensagens de celular da Camila, falando que não estava bem, com crises de existências e essas coisas, e fui correndo voltando pra casa, pra pegar ela na net e falar com ela. Óbvio, comparando com ela, eu estava extremamente feliz, mas, tentei descontrair ela e tal, fazer ela esquecer um pouco a crise. Até que funcionou um pouquinho... e não só por isso, porque eu tava empolgada e quis mostrar, falar das coisas que vi e comprei lá e tal. Enfim... resumindo: sabe quando você está super contente e tal, e tenta passar isso pra outra pessoa e não consegue, e no final isso acaba de frustando e você ficando na mesma situação da outra pessoa? Foi isso... consegui literalmente, ficar de alegre pra triste, de um segundo para o outro. Já me ocorreram isso sim, mas não nessa mudança tão brusca.

2) Ela começou a se auto-rebaixar e tal... e... meu... simplesmente me vi nela! Não que eu tenha deixado de ser assim... acho que minha essência é auto-destrutiva, mas já não estou como antigamente (pelo menos por enquanto). Sempre arranjando um jeito de se rebaixar mais do que já está, procurar mais o fundo do poço, até cansar ou (no meu caso), quando alguém fala literalmente que se chateou e essas coisas... aí, acabo ficando mais mal ainda por isso, como se eu tivesse falando essas coisas de propósito só pra deixar a pessoa realmente chateada e fazer falar na minha cara isso. Claro que não fazia de propósito, mas quem tem isso sabe que a força da depressão acaba conseguindo ser mais forte que a consciência e razão em si.

3) Agora vi o quanto isso chateia mesmo... o quanto eu realmente chateava as pessoas falando um monte de asneiras minhas (não que eu ainda tenha deixado de acreditar que sou uma merda mesmo)... mas... enfim... no meu caso, eu não fiquei me matando pra tentar animá-la a todo custo porque sei muito bem que não ia resolver porra nenhuma, mas tentei um pouco... vi que já estava lá no fundo do poço mesmo, então só fiquei de ouvido mesmo... não sei se pra ela resolveu, mas pra mim confortaria bastante se alguém tivesse saco pra ouvir minhas asneiras por quanto tempo fosse, e que, pelo menos prestasse atenção no que eu falasse... nem precisava falar, apenas me ouvir... foi o que eu fiz... e percebi que, a pessoa fala com uma convicção tão grande que, você acredita que é verdade e se chateia legal... as vezes sei que as pessoas falam umas coisas que, no fundo, ela sabe que não está falando sério... não a conheço bem, portanto, não desacredito em algumas coisas que ouvi... por isso mesmo fiquei chateada... enfim... caio no mesmo dilema de anos atrás: quem se importa?

Lembrando: Flowing Tears...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Estraga tudo!

Incrível como eu consigo estragar tudo...
Um simples depoimento, escrito com todo o sentimento do mundo, com boníssimas intenções...
Acho que não sei escrever bem...
Acho que realmente, não sei me expressar corretamente...
Sempre acabam entendendo errado...
E como isso vem de uma constância... acho que o problema sou eu mesma...
Que mais???
Eu não sei administrar meu tempo...
Sempre fazendo as coisas em cima da hora...
Sempre a preguiça reina sobre meu corpo e não faço nada de útil...
Nada que preste...
Nada que me faça crescer...
Não tenho pespectiva pra nada...
Não sei o que fazer da minha vida... na minha vida...
Aliás... não sei de nada...
Nada que preste ou seja útil...
Sou uma alienada...
Ou mesmo um zumbi...
Vivendo a vida sem motivo algum...
Eu odeio chatear as pessoas de quem gosto muito...
Isso é tão difícil de entender?
Ainda mais quando EU que acabo chateando a pessoa...
Sim... as vezes sou auto-destrutiva...
Isso ainda não saiu de dentro de mim...
Mas, não estou tão auto-destrutiva como antigamente...
Aliás...
Ando sem saco pra pensar em nada...
Sem paciência pra fazer algumas coisas...
Muito pessimista em tudo...
Até com trabalhos de faculdade fico botando empecilho (oww novidade)...
Uma hora eu tenho que cair né?
Não sou nenhum deus...
Muito menos um "deus ex machina"...
Sei lá...
Pensativa..
Pessimista...
Realista?
Nem um pouco!
As vezes... um pouco de dor é bom...
Principalmente quando você está muito num clima "oba-oba"...
Pra você se tocar um pouco...
Parar de viajar...
Parar de se iludir...
O que seria pior?
Dor física ou dor espiritual, sentimental, o que for?
Minha opinião:
Dor física é péssima...
Mas...
Dor mental é pior...
Porque ele é quem te conduz a fazer tudo no seu corpo...
Você pode perder todos os membros do seu corpo...
Você pode estar tetaplégico...
Mas... com o poder da mente e da fé em si próprio, você consegue se recuperar de suas perdas físicas e tocar a sua vida pra frente...
As vezes me sinto uma doente mental...
Reclamo de tudo... sem motivos...
Até a minha mãe me acha retardada...
Que eu não cresci merda nenhuma...
Ainda me vê como se eu fosse aquele retardada de antigamente...
Que só quer viver de amor... e que qualquer peixe que cáia na rede, pegava...
Enquente: as pessoas que não me compreendem ou eu que não sei fazer com que as pessoas me compreendam?
Eu tenho noção de que as vezes não me expresso bem ou claramente...
Enfim...
Que merda de pessoa eu sou?

*preciso de uma luz

Trilha sonora: movimento noturno de uma cidade grande