quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Na simples falta do que fazer...

Estou aqui, tentando escrever alguma coisa... tentar fazer algo um pouquinho "produtivo".
Recebi duas reclamações seguidas por barulho, sendo que a última foi a reclamação mais infundada do mundo. Reclamaram pela TV alta, sendo que nem TV tava assistindo... estava no PC com fone de ouvido.
Talvez seja por falta de costume, mas eu acho um porre ouvir as coisas aqui no PC pelo fone de ouvido, fora que as vezes você acaba nem ouvindo outros barulhos e/ou ruídos de fora. Eu já sou meio surda de natureza, com fone então, fudeu! Acho que, se vier um avião bater aqui no prédio, eu só vou ouvir quando tiver faltando apenas cinquenta metros ou menos de colidir com o prédio. E por causa disso, tô começando a querer odiar a morar nesse prédio, vizinhos muito chatos!
E já estou começando a questionar a minha eficiência no banho e tosa. Eu também não sei se eu sou a única do povo que vi lá nas aulas que nunca trabalhou nisso ou que não tem pelo menos uma penca de cachorros em casa, mas o povo faz as coisas dez vezes mais rápido que eu... não sei se sou muito lerda mesmo ou sou burra demais pra não conseguir fazer as coisas direito ou sou mole demais, sempre com medo de machucar os cachorros. Mas o fato é, quem acaba dividindo o cachorro comigo sempre se fode porque eu demoro demais pra fazer qualquer coisa, e a outra pessoa tem que ficar esperando mor tempo. As vezes isso me incomoda.
Aliás... tem alguma coisa que não me incomode? Acho difícil.
E tem alguma vez que eu nunca tenha reclamado de nada? Mais difícil ainda.
Ouvi um negócio que tava vendo na tv:

"Aquelas pessoas que sentem ter um buraco na sua alma, sempre tentam preenchê-las através das outras pessoas, porque esse buraco normalmente foi feito por um ou mais fatos específicos no decorrer da vida dessa pessoa como por exemplo, falta de afeto do pai, falta de atenção da mãe, etc. E o pior é que, por mais que a outra pessoa seja muito boa, legal, companheira e cúmplice, aquele buraco NUNCA será preenchido por ninguém, porque esses buracos não se preenchem com os outros, e sim a si mesmos. E acabam ficando nessa mesma situação pelo resto da vida, pois a maioria das pessoas que tem esse perfil são normalmente depressivas, ou com uma baixa auto-estima, pessimistas, e gêneros."

Ouvi aquilo... olhei pra mim... ouvi mais um pouquinho... olhei pros meus pés... pensei naquelas palavras de novo... olhei pras minhas mãos...
Que merda de pessoa eu sou hein!
E a tendência é realmente ir mais fundo nessa merda, ou estagnar no nível que estais, ou se matar de vez.
Eu realmente gostaria de ter uma companhia. Gostaria de sair dessa merda que estou. Gostaria de ter achado o meu rumo de vida. Gostaria de ter tido um plano de vida certa e concreta. As vezes, até gostaria de ser mais "normal" ou ser que nem esses "alienados da sociedade". Além de me sentir como uma maria-ninguém na própria "sociedade" em que preciso conviver, ainda tenho o agravante anti-social.
Na verdade... até agora, eu não sei se sou realmente anti-social, ou se sou bem sociável, mas como proteção uso a "anti-sociedade" nas mangas pra me proteger de não sei o quê.
As vezes desejo coisas inúteis e idiotas. Talvez seja essa influência estúpida de obversar a sociedade em si, ver tv, e esses bla bla bla, mas as vezes queria ter mais amigos ou mais "colegas" (talvez), de sair direto, como se fossem uma turminha bacana e legal, e que eu não me sinta deslocada ou "na borda da panela", ou até "fora da panela" e não sei porque eu estou nela. As vezes queria também estar cercada de mulheres me "querendo", mas não por querer pegar todas, mas de poder, uma vez, mas só uma vez na vida, poder ter a opção de ESCOLHER entre as legais, qual eu acharia mais legal e compartilharia minha vida com ela. Mas... pensando bem... a respeito de ter turmas pra sair... acho que sou muito ingrata e, dependendo da pessoa, fico muito sem paciência de cultivar melhor uma amizade (isso anda acontecendo com uma frequência tão grande que fico espantada e em alerta comigo mesma), então... acho que nem prestaria pra mim... e talvez por isso eu não tenha quase ninguém. Mas eu sei que, os que são meus amigos, posso contar com eles pra qualquer coisa (até eu traí a confiança deles, óbvio). E como isso normalmente acontece, uma hora acho que vai acabar acontecendo (apesar de não querer de forma nenhuma isso).
Fico imaginando como era a vida do meu pai, já meio que concluo que tenha sido dessa forma mesmo que pensei, e já me igualo ou comparo a ele. Acho que meu pai não é uma pessoa muito fácil de lidar. Tem todo o "jeitão" dele de funcionar e quem querer compartilhar a vida com ele, vai ter que se adequar ao "jeito" dele. É uma pessoa tão fechada, mas tão fechada, daqueles no nível quase ultrapassando do limite da razão, que já ficou lá, estagnou e como se não tivesse mais volta, ele não consegue mudar mais. Daí, acho que só Madre Teresa de Calcutá ou Dalai Lama aguentaria ele. E eu tenho quase certeza que sou a mesma merda. Só não sei dizer se, isso seria uma mera folgassice minha de não querer mudar meu jeito bom e o ruim também, ou se não tem jeito mesmo, ou sou tão burra ao ponto de não saber equilibrar porcaria nenhuma, nem o meu interno.
As vezes me sinto como se fosse uma deficiente mental... querendo sempre depender dos outros, sempre sendo ingrata e egoísta, como se o mundo de desgraças só acontecesse comigo, e que só vem merda pra mim... mesmo sabendo que tem gente em situação MUITO pior que a minha. Sempre querendo chamar atenção, bancar a vítima e de coitada.
Eu também não sei se eu reclamo a toa, de purra birra ou coisas de gente mimada, ou se eu realmente preciso de alguém pra abafar um pouco esse tsunami dentro de mim. Ou... se estou precisando voltar pra psicóloga.
Acho que é por isso que acabo sempre optando pela "melhor" (ou pior) solução: não externar nada e deixar essas porcarias só pra mim, logo porque ninguém precisa saber dessas coisas, ninguém é obrigado a ouvir essas coisas, ninguém é obrigado a aguentar as consequências dessa pessoa problemática que vos escreve.
E sem brincadeiras... problemas é apenas um apelido meu.
E é por isso e muito mais que sempre acho que não mereço ter alguém de confiança e que me ame pra estar ao meu lado até eu morrer.
Eu sou muito ruim... uma pessoa muito ruim.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Me matando aos poucos

Como o próprio título descreve...
Única coisa que queria comentar é: como fumaça pra dentro dos meus pulmões me dá um mal-estar, falta de ar e dor de cabeça do caralho!!!!!!!
E como deu pra perceber, estou me auto-punindo dessas formas... bebendo álcool... soltando fumaça mais que Maria-Fumaça... se bem que beber eu já não bebo um tempinho (em torno de um mês)... mas ultimamente ando fumando bastante... e também não curto fumar... só estou fazendo essas coisas pra me detonar mais ainda...
A essa altura do campeonato, eu não sei mais dizer se estou mal mesmo, ou se as coisas andam tão estagnadas na merda que daqui eu já não subo mais pra vida, emocionalmente e espiritualmente. Não sei mais se preciso de ajuda ou preciso de uma bela de uma surra pra tomar rumo na vida. Eu tô que nem um vegetal ruim e de mal gosto. Abandonada? Talvez não esteja, mas já tô num estado que não tô conseguindo enxergar mais nada a não ser a minha própria merda e maldade nas palavras e olhos de todos. Simplesmente cega pro mundo... pra todos!

sábado, 11 de setembro de 2010

Faltava mais o quê? Mais problemas!

Esqueci de comentar...
Só bastou falar que já veio mais coisas... vou até enumerar:

- Problemas com os meus pais
- Panela de arroz queimou (conserto ou comprar outro, e a segunda opção não é barata)
- Revisão do carro foi mais caro que o curso de banho e tosa (apesar que o curso não fui eu que paguei, mas a revisão SIM)
- Encanador
- Cartão magnético do prédio da minha mãe (tive a proeza de fuder o cartão e provavelmente vou ter que pagar pelo cartão fudido)
- Tarraxa do violão quebrado (que não fui eu que quebrei e sinceramente, tô pensando seriamente em comprar um outro, apesar de gostar muito desse que tenho, mas vou ter que deixar pra BEM depois, porque agora eu simplesmente não tenho dinheiro pra comprar)
- Perder cartão de crédito (e não faço a mínima onde)

Ahhh meu.... tô cansada dessas coisas ruins acontecerem tudo de uma vez... mas vem de monte em quase um dia só!
Enfim...
Como diz aquela música escrotíssima da novela "Viver a Vida":

"Sei lá... sei lá..."

Voltando a ser a mesma anta de sempre

Eu sou muito foda... só basta ter alguém na área que me dá um pouquinho de bola que já corro atrás que nem um cachorro carente... odeio isso!!!!!!! Isso demonstra o quão burra eu continuo sendo...

Mudando de assunto agora... hoje aprendi a dar banho e a tingir os pelinhos dos cachorros... é difícil dar banho, principalmente pra mim porque o tanque é muito alto... se eu já senti dificuldade com um cachorro pequeno, imagine dar banho em cachorro grande e sozinha? Estou começando a achar que não levo jeito pra cuidar de cachorro sob todas as formas. Sei lá... eu achava que eu gostava bastante de cachorro, mas o povinho que está lá, todos tem cachorros em casa e fala de suas manias, e falam interminantemente disso. Eu fico até sem graça e sem assunto, porque nem em pet shops eu levei algum cachorro em algum dia. As vezes me sinto mal e um pouco deslocada, fora coisas que foram falados durante a aula que eu nem fazia idéia e os outros de boa... como se eu fosse a única burra lá.
Eu só queria não me desanimar mais ainda... ao ponto de querer desistir no meio do curso... logo porque foi MUITO caro e é pouco tempo.

*Senhor, me dê persistência, por favor!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Falta mais o quê?

Deixei o despertador do meu celular pra tocar aos meio-dia. Quando faltava apenas dois minutos, recebi uma ligação: minha mãe ligando rapidinho só pra dizer que estava se separando do meu pai.
Ele, como eu estava imaginando, vai voltar para Manaus, com o carro e os cachorros. A minha mãe vai continuar lá, só vai mudar de casa.
Sinto que talvez nunca mais verei ele, e os cachorros. Na verdade tô sentindo mais falta dos cachorros que do meu pai. Mas que filho da puta! Por que ele não contou logo isso quando estava aqui? Meu pai é muito foda!
Mas... enfim... ainda não tô tão abalada... talvez por não ter caído a ficha direito... emperrou em algum lugar do meu corpo... mas logo que cair... ppppppppfffffffffffffffff!!!!!!!
Se eu não tivesse já pagado o curso de banho e tosa, juro que faria uma auto-exclusão do mundo afora por um tempinho.
Assim como diz no título: falta mais o quê? (pra acontecer)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Fase muito conturbada

Vamos enumerar todas as conturbações que ando tendo:

- Pedi as contas no meu (agora) antigo emprego. Além de já ter me enchido o saco do serviço em si, o ambiente de trabalho tava piorando cada vez mais, e o povo ficando cada dia mais folgado ainda. Em consequência disso, estava ficando mais irritada e estressada.
- Sem dinheiro pra nada... e mesmo assim gastando que nem uma louca. O que tenho na poupança é pra ser usado pra pagar as contas de casa, que sabe Deus até quando vai durar.
- Recorri ao dinheiro da minha mãe pra pagar o meu curso de banho e tosa em cachorro e gato. Espero que eu amplie a minha visão e consiga trabalhar nisso de boa e me sustentar com isso, assim como eu gostaria muito de não ter feito ela gastar mais um tanto a toa, como foi a minha faculdade.
- Ando mais carente que bebê desamparado e isso tá me afundando de verdade.
- Em consequência do item anterior, tô querendo me estragar fisicamente... engordando mais que uma vaca leiteira (nunca tinha chegado aos 58kg, e tô só me fudendo com isso), apelando à bebidas alcóolicas (mesmo odiando os efeitos que elas me fazem), e fudendo mais ainda meu nariz, garganta e pulmão, fumando cigarro (mesmo odiando o gosto e a falta de paladar que ele deixa).
- Desejando mais do que nunca em morrer ou me matar (mas como sempre, isso acaba ficando só na teoria porque ainda sou covarde).
- Assim como o desejo da morte, está no mesmo nível o desejo de ter uma companheira (ou namorada, se vocês preferirem).
- Ando mais pessimista, chata e irritante que lei de murphy, e juro que não queria estar assim, pois nem eu mesma estou me aguentando.
- Comendo mais mal que cachorro de rua.

É isso!
Torçam pra eu morrer logo!