terça-feira, 17 de maio de 2011

Na falta do sono, atualizar um pouco...

Eu ando numa inércia tão grande pra escrever qualquer coisa por aqui que, passaram-se tantas coisas na minha inútil e imunda vida que esqueci simplesmente de saboreá-los e lembra-los (o que é uma tristeza).
Não me recordo de datas, mas um dia, vi o show do Pato Fu, uma banda que eu tanto admiro e gosto, apesar de não ter ouvido nada depois do "Ruído Rosa", e a princípio, não gostei muito do show porque ele foi para uma gravação do DVD do último álbum deles, o "Música de Brinquedo", que é basicamente covers de músicas nacionais e internacionais em instrumentos e objetos infantis.
Achei que seria uma porcaria porque imaginei que não cantariam nenhuma música dos álbuns antigos deles, mas, no final, eles cantaram umas duas ou três músicas antigas (para a minha felicidade). E dos covers do álbum, só conhecia três músicas (porque eu sou muito burra musicalmente também).
Mas, em vez de ficar reclamando que nem velho ranzinzo, deveria ter prestado mais atenção nas coisas legais do momento: fui com a Mari e o Marcelo (na verdade, ele foi a contra-gosto, rs), e com a Naomi; vi o Pato Fu ao vivo e a cores, na minha frente; tocaram músicas que eu conhecia; comprei uma camiseta da banda (uma facada, mas tudo bem, comprei!); estava assistindo o show com pessoas da qual eu gosto muito, amo-os bastante, por sinal.
Mas... não... só quis reclamar de tudo e todos... que saco viu?
Durante esse tempo todo que eu fiquei sem postar, fui em vários espetáculos... de dança, teatro, musicais, comédias... em sua grande maioria, sendo puxada pela Naomi... algumas peças não foram de muito agrado pra mim, outras gostei... o importante é que experimentei e a partir delas posso dizer com veracidade que eu gostei disso e não gostei daquilo. Se ela não me arrastasse pra essas coisas, nunca iria saber se eu ia gostar ou não.
Cocei muito o saco inexistente, é verdade... mas, nada ainda me motiva ou me estimula a fazer algo ou querer algo, e isso me incomoda bastante (reclamação persistente de anos).
Percebo que ando mais chata, mais reclamona, mais burra intelectualmente (mais do que já era), mais enchedora de saco, mais grudenta e ao mesmo tempo mais distante... percebo até que minhas conversas com outras pessoas ficam apenas em torno de um ser persistente e irritante: eu e os meus problemas existentes e ínfimos, ou problemas inexistentes mas que são piores que a usina nuclear de Fukushima ou milhões de pessoas sendo mortas sem motivo algum.
As vezes quero me distanciar das pessoas, pra poupá-las dessa irritação de ter que ouvir só meus problemas... e as vezes quero estar sempre com elas, ao ponto de sufocá-los com a minha presença e falta de assunto interessante e prestável.
Outra vez comentei no twitter: as vezes acho que as pessoas sempre vão me adorar, mas nunca me amar. Por que isso? Por que necessitar tanto desse "amor"? Por que depender tanto dele? Por que eu achar isso?
As vezes me canso de me inferiorizar, de me auto-prejudicar, de ser pessimista ao extremo... cansa demais... mas, parece que impregnou no seu ser e não consigo mais ser uma pessoa "positiva". E, pra ser bem sincera... desde que eu me conheça por gente, acho que nunca fui, em nenhum momento, uma pessoa "positiva". Sempre fui pessimista com tudo... mas ao contrário de antes, eu pregava ser "apenas realista", o que não é o caso nos dias de hoje (é óbvio).
Então... voltando ao "update" da minha vidinha... sai um pouco, trabalhei nada, só gastando... e eis que um dia resolvi tomar vergonha na cara e ver alguns dos meus "pobremas" de saúde: oftalmo e otorrino.
Oftalmo foi normal, como já descrito em algum post anterior... agora otorrino... ahhhh meu irmão!
Ele me indicou um alergista, e de lá, ele me pediu uma bateria de exames pra fazer... fiz, passei nervoso por causa da porcaria do plano de saúde, demorou pra fazer e sair os exames, mas, enfim, descobri a causa das minhas crises: alergia fortíssima para ácaros e poeiras.
Resultado: minha alergia é tão forte que o médico disse que nem ia prescrever remédios porque ia melhorar mas voltaria, e ficaria nisso eternamente... então ele me ofereceu um tratamente a base de vacinas, chamada Imunoterapia. Vou tomando as vacinas, ou seja, injetando ácaros e componentes de poeira dentro do meu corpo, devagar e aos poucos, até que eles criem anticorpos suficientes para combater esses troços e eu não ter mais crises tão forte por um bom tempo. O tratamente dura de três a cinco anos, e vou ter que ficar tomando essas vacinas no braço semanalmente durante oito meses, e depois mensalmente até completar os três a cinco anos. Ou seja, tomar injeção durante esses anos todos!!!! E o pior, se não tomar as vacinas rigorosamente, o tratamento vai pro saco e volta tudo a estaca zero.
Eu quero melhorar, é óbvio, mas tenho problemas pra lembrar de horas e datas pra tomar remédios... espero que, pelo menos pra isso eu não esqueça dos dias.
Ah! Durante esse tempo que não escrevi aqui também recebi visitas agradáveis, seria o caso do Alex que, depois de alguns anos encubado no Japão, veio passar férias aqui no Brasil. Fazia tanto tempo que não o via... e revê-lo foi muito legal... parece que, entre a gente, nada mudou, e acho que foi isso que me agradou, rs.
Outra pessoa, que me ligou do nada pra gente se ver, foi o Guilherme, que estudou comigo lá em Manaus... ele continua morando lá... mas de vez em nunca ele dá uns perdidos aqui e me liga assim, do nada. Foi bom porque saí um pouco de casa, inclusive de pegar estrada (não muito longe daqui, mas já é alguma coisa), e ele me fez abrir o olho do quão idiota e inútil continuo sendo, e do quão acomodada eu continuo estando... e como tem gente que, quando quer ser alguém na vida e quer algo na vida, consegue de qualquer forma.
Quer dizer... abrir o olho nada, só me confirmou essas coisas que eu já sabia, porque levantar a bunda pra mudar isso, nada fiz ainda...
Enfim... nada como uma vagabunda a mais pra encher o saco de todos... pra atrapalhar e empatar a vida de todos...
Vi pouquíssimos filmes... dá até pra contar nos dedos: Thor, Bebês, Rio, Encontros e Desencontros, Profecia dos Sapos, Andarilho (não recomendo de forma alguma), um outro que achei tão bosta que nem lembro o nome do filme (só sei que é nacional e tem o Caio Blat no elenco).
Lembrei agora que últimamente andei fazendo sessão documentários... que estão sendo mais interessantes pra mim no momento... vi Botinada, Bombadeira, Sou Feia Mas Tô na Moda, Capitalism - A Love Story (meio chatinho), The Gerson Miracle (chato), Músculos ao Extremo (na verdade, depois que baixei que vi que era de algum programa da Discovery Channel e sinceramente, não curto muita coisa do canal e muito menos gosto de defini-lo como um documentário de verdade, se é que existe documentários de verdade).
É que tenho preferência para documentários de longa-metragem, e que falem coisas sobre questões sociais e humanas. E talvez por isso, eu prefira mais documentários nacionais que os estrangeiros... me passa uma veracidade maior.. óbvio... porque eu sou brasileira, sei muito mais do cotidiano do Brasil do que um americano, por exemplo... e os nacionais, justamente por isso, são mais familiares e compreensíveis de entender, analisar e pensar a respeito do tema abordado.
Assim como baixei outros documentários que já vi e gostaria de deixar guardados como Notícias de Uma Guerra Particular, Ilha das Flores (nem é bem um documentário, mas tudo bem), Earthlings, A Carne é Fraca, Super Size Me.
Já tô ficando cansada de escrever, mesmo não estando com sono ainda... mas porque estou no laptop, no conforto da minha cama, mas no desconforto de escrever com o laptop no meu colo, nas minhas pernas, no travesseiro, ou seja, nada fixo e estável.
Câmbio desligo!

Pensando em: Angela Aki - Tegami

Um tópico a ser lembrado futuramente

Aliás, já faz um tempo que questionei isso no twitter, e lembrei que queria "discursar" sobre, mas não agora porque no momento não convém falar sobre, na situação em que me encontro (e não me perguntem o que eu tenho que não vou falar, façam de conta que nada leram).
Mas, um dia, em minha crise existencial básica, perguntei-me: afinal, pra que as pessoas precisam me amar? (questionando-me o por quê eu sinto necessidade de que alguém me ame)
Carência? Falta de auto-suficiência e de um tipo de auto-amor? Chamar atenção? Incompetência mesmo? Por ausência dela durante a minha infância ou pré-adolescência? Problemas mentais?
Por isso e outros motivos, eu ando querendo voltar a fazer terapia na psicóloga, mas depois da facada que enfiei a minha mãe com a Imunoterapia pra minha alergia extremamente forte por ácaros e poeiras de tudo quanto é tipo, decidi que vou ficar louca, mas não vou esfaquear mais ainda a minha mãe.

Tentando...

... me manter em pé, mas juro por Deus que vontade de dar um fim na minha vida não faltou. Eu fiz uma merda muito grande e, sim, NUNCA APRENDO!
Mas, beleza... vou ficar quietinha e aguentar isso sozinha, pra depois ninguém vir falar pra mim que fico me "fazendo de vítima", "fazendo drama", etc...
É apenas um pequeno e breve desabafo, porque vou ficar com essa história somente pra mim, ninguém precisa saber da minha merda... ninguém... as vezes prefiro ficar doente segurando essas coisas que ficar descarregando nos outros toda a minha preocupação e bla-bla-bla de tudo que eu senti, sinto e vou sentir. Ninguém precisa ter pena de mim... ninguém precisa ter dó de mim... enfim... só!
Só desabafei um pouquinho porque já estava quase insuportável não soltar alguma palavrinha sobre. Mas só...