domingo, 22 de julho de 2012

Percepções inúteis

Percebi que não consigo manter nada em minha vida: minha saúde física e mental, amizades, convívios sociais, relações harmoniosas, trabalhos, sustentar-me, manter-me, equilíbrio, ser útil.
Meus méritos são tão simples quanto de uma pessoa simples qualquer: terminei colegial, fiz faculdade, não pratiquei nenhum tipo de crime, sem vícios químicos, ética e honesta dentro do possível.
Dentro do possível porque as vezes você tem que omitir seus ideais e vontades para não ser retalhada ou acabar ferindo sua integridade física.
Alguém sempre costuma falar que tenho que me orgulhar mais e das coisas que já fiz, que tem um MONTE de gente que não pôde ou não quis estudar, não tem condições de fazer faculdade e bla bla bla.
Eu ainda sinto uma necessidade de me sentir querida por pessoas as quais tenho uma enorme consideração, me sentir inserida em um grupo onde role uma cumplicidade e fraternidade, de sentir que faço alguma diferença boa pra alguém, embora confesso que não sei cultivar bem todas as coisas boas que já vieram e vem pra mim.
Mas, parece que, tudo que eu já fiz até agora, umas trocentas pessoas já fizeram igual, e por tantas pessoas que já fizeram a mesma coisa que eu, sou apenas mais uma pessoa qualquer, que faz as mesmas coisas que as outras pessoas quaisquer fazem. E parece que sempre será assim, a mesma coisa que todos fazem.
O que eu fiz até o momento, qualquer pessoa pode e consegue fazer sem grandes dificuldades (algumas com mais, outras com menos dificuldades).
Acho que por isso, nunca vou me sentir uma pessoa especial e única. Acho que nunca serei.

sábado, 23 de junho de 2012

Vontade de viajar sozinha

As vezes, quando estou nessa merda de depressão, me dá uma vontade muito grande de viajar sozinha... pra qualquer lugar... pegar o meu carro e sair estrada a fora sem saber bem pra onde... só pra tentar tirar de minha cabeça esse mundinho escroto de mim mesma, mas como toda cagona que se preze, nunca faço isso. Por que sou tão atrelada a esse mundinho mundano?

domingo, 15 de abril de 2012

Nunca aprendo

Não adianta... toda vez que alguém me dá um pouco de abertura, eu abuso. É sempre essa palhaçada! E tô cansada de ser assim!
Simplesmente não posso me dar o luxo de aumentar minha auto-estima que tudo de ruim em mim também aumenta. Por isso que me odeio tanto e por isso que as vezes não faço questão de ser mais "otimista", posso me tornar uma filha da puta mais escrota do planeta, em todos os sentidos.

Não podem me pagar 2 reais de uma coxinha que logo acho que vão me pagar o mundo.
Não podem ceder um favorzinho pra mim que logo acho que vão poder me acudar até em coisas inúteis.
Não podem me excederem de carinho que logo reclamo até quando a pessoa está fazendo isso.
Não podem me cuidar que logo acho que é obrigação da pessoa.
Não podem me amar que logo acho que qualquer coisa é por me odiarem.
Não podem me fazer companhia que logo grudo e viro um chiclete ruim, que todos querem mais é jogar fora.
Não podem conversar que logo acho que estão brigando comigo, mesmo não tendo nada a ver o assunto e situação.
Não podem me ouvir que logo acho que seus ouvidos são pinicos e falo até a pessoa me mandar tomar no cú.
Não podem me oferecer nada que logo vou querer além das mãos, os pés, as pernas, a cabeça, etc.

Quem aguentaria um esterco desses?

domingo, 8 de abril de 2012

"Vergonha"

Não consigo entender como essas coisas ainda me atinguem, e fazia TANTO TEMPO que não sentia essa "vergonha"... "vergonha" de ser a filha do meu pai.
Acho que eu tinha isso quando era menor, nos meus 10 a 15 anos de vida. Ficava chateada quando ouvia meus colegas de escola ou do prédio onde eu morava dizendo que fez isso com o pai, que foram não sei onde, que ganhou tal coisa dele, etc... e as vezes desejava tanto ter um pai que nem dos meus colegas: presente, que se importava com você e que transparecia gostar de estar com você e fazer coisas com você.
Acho que meu pai foi até um pouco mais presente quando eu era mais nova, mas depois de uma época em diante, parecia que nada importava. Continuava a falar coisas sem muita importância comigo, me dar presentes, as vezes me chamava pra algumas viagens loucas que dava na telha dele, mas sentia que a minha presença pouco importava, parecia que só chamava e fazia as coisas porque eu era apenas filha biológica dele e nada mais.
Por conta disso tudo e outras coisas mais, sentia vergonha de falar do meu pai, e ficava com mais vergonha ainda quando vinha gente em casa e meu pai estava lá em casa: calado, sentado no sofá, só dava "bom dia/boa tarde/boa noite" por educação, mas o resto "foda-se". Então eu costumava trazer mais meus colegas em fins de semana que meu pai ia pro sítio, daí só com a minha mãe era muito mais sossegado.
Na verdade, meu pai nem falava grosso e tal, só respondia curto e grosso e apenas quando perguntavam algo pra ele, mas eu sentia uma energia tão ruim em trazer pessoas com o meu pai presente em casa que era as vezes agoniante, e desde então comecei a fazer esse esquema.
Enfim...
Uma tia minha me convidou pra ir num jantar de aniversário de um primo meu que eu quase nunca vejo, muito menos converso com ele... ele é dos poucos da família do meu pai que não é fudido financeiramente, diz a minha mãe que ele é super inteligente e conseguiu conciliar isso com a grana, se tornando um empresário e agora está podre de rico. Ele tem mais 3 irmãos (são 3 homens e 1 mulher), e 2 deles são ricos, mas ricos MESMO, e se não fosse por eles os meus tios (os pais deles) estaria mais na merda que meu pai. O único problema desses meus primos ricos é que eles são "nariz-empinado" (é que me fugiu uma palavra pra dizer isso), e eu não gosto muito desses tipos de pessoas. Eles nunca foram mau educados comigo, me humilharam ou coisa assim (também, acho que dá até pra contar nos dedos quantas vezes vi eles, sem mentira), mas sabe quando a gente nota só pelas coisas que eles falam, o jeito de falar e tal que eles são "high society" e que não curte muito coisas de pobres? É mais ou menos isso.
Eu não estava querendo muito ir, justamente por não ter nenhum tipo de contato com ele, e aparecer de "gaiata" só pra comer, e que eu não ia gostar do clima só pela presença dele com aquele ar de "sou meio arrogante mas sei disfarçar"... mas a idiota aqui foi querer olhar pela barriga, acabei indo.
Restaurante agradável (ambientalmente) com especialidade em frutos do mar, fica no bairro do Bixiga chamado "Mexilhão". Não é um "Fasano" da vida ambientalmente, mas financeiramente é! Um caldo de piranha para duas pessoas custava "apenas" R$ 80,00! Com certeza meu primo deve ter gastado no jantar, no mínimo R$ 2.000... mas a comida tava muito boa!
Depois de termos comido e tal, o aniversariante se levantou e foi meio que conversando um pouquinho com todos os convidados, e quando chegou na minha vez, simplesmente ficamos sem assunto. Acho que ele queria puxar papo comigo mas eu não sabia o que falar pra ele... ficou perguntando como eu estava, da minha mãe e só... depois ele perguntou alguma coisa do meu pai e em seguida falou: quando você for encontrar o seu pai, manda lembranças pra ele por mim e um puxão de orelha nele, alias, dois puxões de orelhas!
Eu não sei se ele tava jogando verde pro meu lado ou queria saber o que eu ia falar a respeito, mas eu só fiquei "rindo" e falei nada. Daí ele perguntou onde meu pai estava, falei que tava morando em Brasília, aí ele soltou: em Brasília? Com os outros tios de lá? Se juntou aos "Irmãos Metralhas"? Só faltou a camiseta listrada de preto e branco! (risos)
Na minha concepção sobre o que ele falou e o que ele acha: os tios mais pilantras e escrotos estão em Brasília (acho que de fato é verdade), e meu pai é mais um membro dos tios que só fazem putaria e merda. Ele com certeza sabe a história do meu pai todinha, porque o pai dele é justamente o que ficou um tempo morando lá no sítio que meu pai tinha (ou tem, sei lá no que deu aquele lugar) e na mesma época que começou a rolar a putaria toda. Daí, na época, minha mãe falou que o meu tio não queria mais ficar lá porque nunca aguentou ficar muito isolado dos filhos por muito tempo, mas depois descobri que, além disso, ele saiu porque ele tava irritado com o meu pai por causa das "puladas de cerca" e que não estava aguentando viver naquela palhaçada, porque os vizinhos do sítio eram justamente a família da menina que meu pai catou, e eles iam direto lá no sítio do meu pai. Talvez pelo tipo de condicionamento, meu primo deve ser contra a puladas de cercas e gêneros, pra ficar me falando em puxar a orelha do meu pai (talvez porque não sei como é a conduta moral dele).
Na hora eu nem me liguei muito... mas depois quando eu cheguei em casa, me senti tão mau, mas tão mau... e essa "vergonha" de ser a filha do meu pai, chega a dar até desgosto. Acho que por isso e outras coisas mais que queria tanto não ter nem pai, me acho uma desgraçada ter o sobrenome dele. Pior que já fiz uma tatuagem com o sobrenome... hauhauhauhahhauhuhaa... agora já elvis, rs.
Mas, independente disso ele é o meu pai, não tem como negar e tirar isso de mim, nem se eu quizesse (pior que as vezes eu queria, rs). Mas como pai afetivamente, quase não o considero mais... quase porque, infelizmente, não sei por que, algumas coisas que ouço dele ou em respeito a ele me afetam. E eu queria muito ficar indiferente a ele e tudo que diz a respeito dele. Acho que é uma das coisas que mais quero no momento. Sei que vou perder de aprender uma certa sabedoria que ele tem e acho até importante, mesmo não sendo algo que costumo fazer corriqueiramente, mas acho que me traria muito mais harmonia e paz dentro de mim mesma se eu aprendesse logo a ficar indiferente a ele. E, apesar do pouco de ciúmes que tenho da minha "meia-irmã", desejo de coração que meu pai não esteja se portando da mesma forma como se portou comigo durante minha infância-adolescência: ausente, quase indiferente, quase insensível. Se bem que, a menina talvez fique "meia-sequelada" (só modo de dizer porque não sei usar em outras palavras) com essa história de ausência paterna, porque meu pai ficou meio ausente fisicamente dela por alguns anos por motivos mais do que óbvios já relatados aqui, e talvez meu ciúmes é justamente por ter sentido que ele está tratando com mais "carinho" a menina, algo que nunca aconteceu comigo (não que eu me lembre).
Estou tentando prometer pra mim mesma não aceitar mais nenhum desses convites de "festa em família" da parte do meu pai. Só falar mesmo com a minha tia que mora aqui do lado de casa e o único primo que falo mais frequentemente. SÓ! Eu não quero ficar mais desse jeito como fiquei hoje, agora...

Pensando em: The Cranberries - Disappointment

domingo, 15 de janeiro de 2012

Metas e mudanças

- Mudei o nome do blog, porque há anos só uso esse espaço pra falar merdas, idiotices, reclamações e gêneros, e só me toquei disso recentemente (gente burra como eu é foda). Então já deixo avisado: só tem desgraça nisso aqui, se você não gosta de ficar lendo só desgraças, FUJA daqui e não volte nunca mais!!!!

- Não pretendo mais falar nada sobre a minha vida e tudo que sinto ou penso diretamente em qualquer lugar público, apenas algumas coisas desconexas e sem sentido de vez em quando no twitter. Percebo que minhas opiniões e minhas iras sempre atingem e irritam as pessoas que menos quero. O blog foi feito pra isso, mas evitarei ao máximo também publicar as coisas aqui.

- Já que perdi e briguei com tantos amigos e pessoas que eu considerava muito, pretendo fazer um isolamento social mais severo comigo mesma. Um protótipo de castigo. Já vivi assim por alguns anos logo que cheguei aqui em SP, por que não retroceder novamente por mais alguns anos? "Esse é o castigo que recebo por ser tão fútil, inútil e egoísta: solidão."

- Fazendo o exercício de não jogar minhas lamentações e choros em cima da namorada. As vezes me escapa de vez em quando, mas estou tendo progressos com relação a isso. Ninguém precisa ficar ouvindo as minhas reclamações sentimentais e inúteis. Isso cabe somente a mim e sofrer somente a mim.

- Alguém falou isso e quero deixar gravado pra eu não me esquecer (porque adoro deixar gravado coisas ruins de mim mesma): "Não foi suficiente, nunca. Afinal, alguma coisa em você é real?"

- Tem tudo mas não tem nada. Tem bens materiais, carro, lugar pra dormir, comida, quem te ame... mas vazia por dentro. Como resolver isso? (gostaria de saber urgentemente a resposta pra isso)

- Pretendo me desvincular de vez de alguns sites com propostas de interação social, tipo orkut e gêneros. Ainda trabalhando mentalmente o desapego por algumas coisas nelas.