domingo, 22 de julho de 2012

Percepções inúteis

Percebi que não consigo manter nada em minha vida: minha saúde física e mental, amizades, convívios sociais, relações harmoniosas, trabalhos, sustentar-me, manter-me, equilíbrio, ser útil.
Meus méritos são tão simples quanto de uma pessoa simples qualquer: terminei colegial, fiz faculdade, não pratiquei nenhum tipo de crime, sem vícios químicos, ética e honesta dentro do possível.
Dentro do possível porque as vezes você tem que omitir seus ideais e vontades para não ser retalhada ou acabar ferindo sua integridade física.
Alguém sempre costuma falar que tenho que me orgulhar mais e das coisas que já fiz, que tem um MONTE de gente que não pôde ou não quis estudar, não tem condições de fazer faculdade e bla bla bla.
Eu ainda sinto uma necessidade de me sentir querida por pessoas as quais tenho uma enorme consideração, me sentir inserida em um grupo onde role uma cumplicidade e fraternidade, de sentir que faço alguma diferença boa pra alguém, embora confesso que não sei cultivar bem todas as coisas boas que já vieram e vem pra mim.
Mas, parece que, tudo que eu já fiz até agora, umas trocentas pessoas já fizeram igual, e por tantas pessoas que já fizeram a mesma coisa que eu, sou apenas mais uma pessoa qualquer, que faz as mesmas coisas que as outras pessoas quaisquer fazem. E parece que sempre será assim, a mesma coisa que todos fazem.
O que eu fiz até o momento, qualquer pessoa pode e consegue fazer sem grandes dificuldades (algumas com mais, outras com menos dificuldades).
Acho que por isso, nunca vou me sentir uma pessoa especial e única. Acho que nunca serei.